Cria das divisões de base do tradicional Nacional, do Uruguai, Diego Lugano chegou ao São Paulo sob enorme desconfiança em 2003 após um curto empréstimo ao Plaza Colonia. Apontado como o “homem do presidente”, já que Marcelo Portugal Gouvêa que bancou sua contratação, o uruguaio demorou a engrenar no Morumbi.
Após um primeiro ano conturbado, Lugano mostraria persistência para se tornar ídolo da torcida são-paulina ao conquistar os títulos da Copa Libertadores da América e do Mundial de Clubes em 2005. Troféus estes que tornaram sua presença na Seleção Uruguaia um fato constante nos anos seguintes, com direito a faixa de capitão.
Bastante valorizado, o zagueiro foi então alçar vôos no futebol europeu. Por lá, defendeu as cores de Fenerbahçe, Paris Saint-Germain, Málaga, West Bromwich e BK Hacken. Em 2016, já aos 35 anos, Lugano retornou ao São Paulo para encerrar sua vitoriosa carreira. Para isso, topou um salário de “apenas” R$ 280 mil mensais.
Longe de sua melhor forma física, o uruguaio somaria apenas 36 partidas, dois gols e uma assistência em suas últimas duas temporadas. Ele penduraria as chuteiras no empate por 1 a 1 com o Bahia pela última rodada do Campeonato Brasileiro de 2017. Na ocasião, Lugano se emocionou e se declarou ao São Paulo.
“O São Paulo é um clube que mudou minha vida pessoal e profissional. Cheguei aqui com 21 anos, o clube teve paciência, soube ver coisas em mim que talvez ninguém mais veria. Cheguei à seleção do Uruguai graças ao São Paulo, fui capitão da seleção por dez anos, fui à Europa. O que eu posso falar? Obrigado”, disse.
Por fim, se curtiu a matéria não deixe de acessar com frequência o Portal do São Paulino.