Formado nas categorias de base de Cotia, o lateral-direito Moreira está emprestado ao Porto B até o dia 6 de janeiro do ano que vem. O jogador, que ainda pertencia ao São Paulo, iniciou a preparação para a próxima temporada europeia na última segunda-feira (7).
A equipe do brasileiro disputa a Série B do Campeonato Português. Na última temporada, o time terminou em 14° lugar no torneio, chegando a ser ameaçado de rebaixamento. Agora, Moreira visa atuar em alto nível para ser comprado em definitivo.
“Eu vim em busca de mais minutos. Consequentemente, o objetivo foi concluído. E que se mantenha assim. Não tem muito um porquê (de ter jogado pouco no São Paulo). Tem fatores externos, no São Paulo ou em qualquer lugar. Estou feliz, porque aqui realmente tem dado certo. Estou tendo minutos, muitos minutos, com boas atuações, isso também é relevante. Acho que essa foi a principal finalidade pela qual eu vim pra cá. E tem sido muito bem feito”, disse, em entrevista ao Globo Esporte.
Sem minutos no São Paulo, o lateral foi negociado com o Porto. Questionado se teve algum problema com o então técnico Luis Zubeldía, Moreira negou. Apesar dos rumores, ele confirmou que sentiu uma lesão durante uma partida no ano passado, alto que teria irritado o técnico argentino.
“A realidade é que eu nunca tive problema com o Zubeldía. Sempre fui profissional o suficiente. E isso eu ouvi dele. Eu sempre fui muito profissional em tudo o que eu fiz. Querendo ou não, eu aprendi muito com ele no dia a dia. Especificamente sobre o jogo contra o Cruzeiro, que disseram que não havia a lesão, isso não corresponde. Eu realmente tive uma lesão ali. Eu não sei se isso causou uma divergência ou alguma coisa ali, eu só sei que eu realmente não tinha condições de jogo”, comentou.
Amor pelo São Paulo
Por fim, Moreira se declarou ao São Paulo. Formado nas categorias de base do clube, o jogador agradeceu o Tricolor por tudo o que viveu nestes últimos anos. Chegou a ser colocado como possível titular nos próximos anos.
“Eu acho que não (não ficou sentimento ruim). Tudo é ciclo, como eu disse. O ciclo não foi como eu e todos gostaríamos, mas é uma coisa que faz parte. E eu não tenho (mágoa)… é injusto da minha parte dizer que eu tenho algum tipo de intolerância às pessoas que trabalham lá. Eu não posso falar isso. O São Paulo é minha casa. Eu amo o São Paulo, amo as pessoas que estão lá, com quem eu trabalhei”, concluiu.
