Nesta segunda-feira (14), completaram-se 20 anos desde a conquista do tricampeonato da Libertadores da América pelo São Paulo. Na ocasião, a equipe comandada pelo técnico Paulo Autuori goleou o Athletico-PR por 4 a 0, no Morumbis, após empatar na ida por 1 a 1.
Em entrevista ao Globo Esporte, o atual técnico do Bahia, Rogério Ceni, não deixou de se declarar ao São Paulo. O ex-goleiro, que foi capitão daquela equipe, destacou a força do time, que ia muito além das habilidades de cada um dentro de campo.
“O time de 2005 era fantástico, como ser humano. Eram pessoas fora de série. Acho que era um time que se complementava. Se eu disser que era o time mais técnico e bonito, acho que não. O de 1992 e 1993 era um time mais técnico. Se eu disser que era o time com mais alma e coração que eu joguei no São Paulo, aí eu posso dizer que sim”, iniciou.
Ceni destacou que as equipes de 1992 e 1993, que venceram a Libertadores e o Mundial sob o comando do eterno Telê Santana, talvez jogassem um futebol mais bonito. Na época, o então goleiro não era protagonista, algo que mudou em 2005, quando já era um dos grandes ídolos e vinha a se tornar ainda maior com o passar dos anos.
“Não era o time que talvez jogasse o futebol mais bonito, mas era um time talhado para ser campeão. Pude viver 1992 e 1993, mas não como protagonista. Depois, eu queria ter essa emoção de ganhar jogando, como capitão do time. Foi um momento muito especial. Chegar ao título foi o complemento de um ciclo que começou muito jovem, aos 17 anos, e foi culminar em 2005, aos 32. Aquele time tinha que ser campeão. Tinha alma de competidor”, concluiu Ceni.
