Campeão sob o comando de Telê Santana pelo São Paulo, Jurandir Fatori, conhecido como Juba, viveu altos e baixos em sua carreira como profissional. Chamado de “novo Cafu”, o ex-lateral não rendeu o esperado e encerrou sua carreira em 2005. Acabou passando por dificuldades por problemas extra-campo.
“Um dinheiro que nunca imaginei ter começou a cair na minha conta. Eu só tinha noção do que podia gastar, do que podia comprar, não sabia de um investimento que poderia render. Em sete meses no São Paulo fui campeão da Libertadores, Recopa, Supercopa e Mundial. É difícil explicar”, comentou, em entrevista ao Globo Esporte.
Jura tem 54 anos atualmente e lembra de sua carreira abertamente, apesar do prejuízo pelas vida fora dos gramados. Apesar do tempo, ele admite que errou no aspecto da vida pessoal, e fez uma comparação com os dias de hoje na vida de um atleta profissional.
“Foi a madrugada, gostava muito. Falta de vergonha na cara mesmo, mas uso isso como exemplo. Hoje tem que ser 100% profissional. Antigamente não, você podia dar aquela saída, só que cada saída era muito dinheiro envolvido. Por exemplo, os amigos meus não colocavam a mão no bolso, era bebida, noitada, mulherada… Me casei muito tarde, se tivesse minha família hoje, casado, a cabeça era outra, outra performance, mas sozinho, solteiro, dinheiro no bolso, tudo muito fácil”, prosseguiu.
Sonho de ser treinador
Juba viveu um episódio de doping quando defendia as cores da Inter de Limeira. Depois de perder boa parte dos ganhos com o futebol, o ex-lateral alimenta um sonho: seguir os passos de Telê Santana e se tornar treinador. Ele já trabalha na área em uma escolinha da Juventus, da Itália.
“Queria uma oportunidade de treinador, queria ter uma condição para fazer o curso da licença B, A e que também não é barato. Se eu for fazer um curso vou destapar meu aluguel, a minha situação financeira do mês em casa. Não tenho essa condição, mas queria fazer esse curso, ter essa oportunidade, porque acredito no meu trabalho, acredito que ele é bom, mas tudo tem um preço”, concluiu.
