Depois de conquistar diversos títulos em sequência, o São Paulo foi apelidado de “Soberano” pelos torcedores. A alcinha chegou na diretoria, que não se opôs. Décadas se passaram e o clube viveu tempos sombrios, que não justificam mais o apelido.
Em entrevista recente à CNN Esportes, o diretor de marketing do São Paulo, Eduardo Toni, comentou sobre a estratégia para abandonar o apelido desde o começo da gestão do presidente Julio Casares.
“Essa foi uma preocupação que a gente teve desde o primeiro dia da gestão. O presidente, Júlio Casares, tinha uma preocupação de trazer o público de volta. A gente vinha perdendo os clássicos e acabou criando um distanciamento natural da torcida”, explicou.
O objetivo central era de aproximar ainda mais a relação entre o clube e o torcedor. Na visão do dirigente, a alcunha acaba criando um sentimento de soberba e arrogância em relação aos demais.
“Eu nem sei se foi uma estratégia do São Paulo. Eu acho que isso não é uma coisa positiva, acho que cria uma certa arrogância. A nossa questão é realmente ser um time de todos. A gente abraça todas as causas sociais, a gente tem preocupações sociais e a gente entende que há espaço para todos no estádio”, prosseguiu.
Arquibancada popular e preços dos ingressos
Ao contrário de outros clubes, o São Paulo criou um setor (arquibancada norte) com ingressos mais acessíveis (que não ficam no setor das organizadas). As cadeiras intermediárias seguiram o mesmo padrão de preço. Mesmo assim, outros setores continuam com um preço mais elevado.
“Se a arquibancada central custa 100, lá vai custar 50. Se a cadeira intermediária custa 200, ela vai custar 100. Temos um estádio para quase 70 mil pessoas. Nós temos setores lá muito caros, nós temos camarotes com preço bastante elevados. (…) Então, nós temos setores populares e temos setores onde você tem um preço um pouco mais caros. A balança equilibrou e a gente conseguiu, junto com outras atrações, fazer o estádio bastante rentável”, concluiu.
