Diante de uma crise financeira que não parece ter fim, o São Paulo solicitou um empréstimo de R$ 50 milhões a um banco visando o andamento do fluxo de caixa neste ano. O mesmo será discutido no Conselho Deliberativo durante a semana.
Mesmo com o fundo de investimentos em direitos creditórios (FIDC), o Tricolor pode realizar alguns empréstimos em certos momentos. Segundo informações divulgadas pelo Globo Esporte, fora os R$ 50 milhões, o clube pode chegar ao total de R$ 130 milhões caso necessário.
Os empréstimos entram no acordo com a Galápagos Capital, uma das gestoras que administram o fundo citado. O FIDC não impede que o clube busque dinheiro dos bancos, e tem como objetivo arrecadar R$ 240 milhões para quitar as dívidas bancárias.
“É um ano que a gente tinha que apertar muito o cinto. Basta vocês observarem, o São Paulo é o único time da primeira divisão que não fez nenhuma transferência, que não contratou nenhum jogador por transferência. Vamos seguir em busca de jogadores dentro das nossas possibilidades. Mas a gente só tem um jeito de conseguir ter superávit no final do ano, que é vendendo ativos. Não tem outro caminho que não seja a venda de ativos”, disse o diretor de futebol do clube, Carlos Belmonte, sobre a situação financeira do SPFC.
Eliminação pesou no bolso
Um dos motivos pela rapidez no processo foi por conta da eliminação para o Athletico-PR nas oitavas de final da Copa do Brasil. O clube entende que foi muito ruim tanto esportivamente quanto financeiramente, já que previa arrecadar dinheiro através da premiação, direitos televisivos e bilheteria em um dos duelos no Morumbi.
Logo após a partida, o clube se reuniu com a Galapagos e a Outfield para ajustar o acordo. Um dos assuntos foi a busca por maneiras para manter o fluxo de caixa em meio a FIDC, e demonstrou a necessidade de um empréstimo.
