O São Paulo decepcionou sua torcida no último dia da janela de transferências ao fracassar na tentativa de contratar Marcos Leonardo, do Al Hilal, da Arábia Saudita. Mesmo contando com a vontade do jogador de vestir a camisa do seu time de coração, a diretoria não foi capaz de alcançar os valores exigidos pelos sauditas.
De acordo com o GE, o desejo do jogador foi o ponto crucial para manter a negociação viva até cerca de duas horas antes do fechamento do mercado de transferências. O centroavante, inclusive, chegou a propor uma redução salarial significativa para convencer o Al Hilal de liberá-lo por empréstimo sem custos ao São Paulo.
Além disso, Marcos Leonardo também rejeitou outras propostas financeiramente mais vantajosas, tanto para ele quanto para o clube saudita, a fim de pressionar uma saída para o Tricolor. No entanto, não foi suficiente. Após múltiplas reuniões ao longo da terça-feira (2) para discutir os valores, o Al Hilal apresentou cifras inalcançáveis para o São Paulo.
Segundo o jornalista Ramoni Artico, a última proposta realizada pelos sauditas envolvia cobertura de 50% do salário do jogador + vínculo por empréstimo até meado de 2026. Nessa divisão, o São Paulo teria que arcar com R$ 1,4 milhão por mês. Vale destacar que o salário do jogador na íntegra, sem a redução aceita por ele para facilitar sua saída, é consideravelmente maior: R$ 7,5 milhões.
Sem acordo com o São Paulo, futuro de Marcos Leonardo é incerto
Marcos Leonardo agora segue no elenco da equipe saudita, mas não deve ser utilizado. Isso porque o brasileiro não se encaixa no perfil de atacante priorizado pelo novo técnico do Al Hilal, o italiano Simone Inzaghi. Junto a isso, o clube tem um novo camisa 9, o uruguaio Darwin Núñez, que deixou o Liverpool nesta janela por R$ 335,2 milhões.
Apesar de somar 29 gols em 49 jogos desde que desembarcou em Riade, Marcos Leonardo está escanteado no elenco do Al Hilal. O jogador, inclusive, acabou fora da lista de inscritos no Campeonato Saudita, o que significa que só poderá jogar pela Liga dos Campeões Asiática. Ou seja, poderá entrar em campo em menos de 10 partidas até dezembro.
