Como torcedores do São Paulo bem sabem, o clube possui uma das melhores categorias de base do país. O status não surgiu à toa, já que Cotia foi responsável por revelar nomes como Eder Militão, Casemiro, Oscar, Lucas Moura, Antony e Kaká.
Este último nome, inclusive, marcou toda uma geração e permanece até hoje como o último atleta brasileiro a erguer a Bola de Ouro na categoria masculina, troféu individual que conquistou em 2007 quando atuava pelo Milan, da Itália. Além do impacto no futebol global, o surgimento de Kaká também impactou em Cotia, já que a imprensa e o próprio São Paulo buscaram “novos Kakás” na base por anos.
Um dos atletas a receber a alcunha, Mirray Leme Vieira, passou longe de cumprir as expectativas. O meia-atacante fez parte da “Geração 94” de Cotia, que revelou atletas como Rodrigo Caio, João Schmidt, Lucas Evangelista e Lucas Piazon. Mas, ao contrário dos companheiros, não alcançou estabilidade e abandonou a carreira em 2021, com apenas 27 anos.
Joia do São Paulo chegou a brilhar na Inglaterra
As comparações com Kaká não surgiram por acaso, já que Mirray chegou a disfrutar do status de promessa geracional do futebol brasileiro. As expectativas começaram a crescer em 2009, quando a categoria Sub-15 viajou para Manchester, na Inglaterra, para disputar a final do Mundial contra o Werder Bremen, da Alemanha, em Old Trafford, estádio do Manchester United.
Na ocasião, o Tricolor ergueu a taça graças ao jovem, que marcou dois gols e selou a vitória por 3 a 1. Por consequência, o clube elevou seu status internamente e ofereceu um novo contrato profissional com salário elevado e multa rescisória de 30 milhões de euros (R$ 84 milhões na cotação da época).
Apesar disso, Mirray sequer chegou a disfrutar de bons momento pelo time profissional do São Paulo e acabou engatando uma sequência de empréstimos até o fim de seu contrato em 2016. Em seguida, atuou por clubes menores, como Vila Nova, Comercial, Luverdense, URT, Goytacaz e Gama, antes de decidir abandonar a carreira e tomar outros rumos em 2021.
