Em meio a crise financeira vivida nos últimos anos, o São Paulo esteve envolvido em rumores que apontavam o acerto por um investimento vindo do bilionário grego Evangelos Marinakis, dono do Olympiacos, da Grécia, e do Nottingham Forest, da Inglaterra. Apesar da possível injeção financeira, o negócio recebeu críticas por parte da torcida.
No entanto, o presidente Julio Casares esclareceu em entrevista para a ESPN como funcionará o acordo entre as partes. Segundo o mandatário, a movimentação envolvendo Cotia não se trata de uma “venda” da base do clube, mas sim de um processo de capitalização de investimento, que promete dar meios ao São Paulo para adquirir até 100% dos direitos de jogadores.
“Ele (Marinakis) vai receber 30% de um líquido. Hoje, temos jogadores que vêm para cá com 70% dos direitos do São Paulo. Se eu tivesse dinheiro, eu comprava os outros 30%. Isso eu não posso fazer. Conseguimos do Ferreira passar de 65 para 80. Do Ryan passar de 70 para 80. Imagine nós, capitalizados, além de fazer isso, podemos trazer mais jogadores que tenham vontade de jogar no São Paulo”, disse.
Bilionário grego não será o único investidor no São Paulo
Apesar das informações iniciais que apontavam que os clubes do grego teriam uma preferência na compra de jogadores, Casares afirma que Marinakis não será o único investidor nesse novo modelo de Fundo de Investimentos mirando na base. Junto ao bilionário, outros investidores, entre eles a Galápagos, que cuida do FIDC, também estão envolvidos.
“É algo inteligente. Eu vou deixar um legado esportivo. Vamos oferecer mais para a comissão técnica. O São Paulo hoje oferece? Oferece. Se tivéssemos 12 em atividade, vendendo apenas quatro ou cinco, eu poderia ficar por mais tempo com mais jogadores.(…) Primeiro, a própria Galapagos já tem investidores da própria carteira. E isso vai ser aberto a torcedores comuns gradativamente. Se algum empresário da Alemanha, da Grécia, da Inglaterra quiser aportar nesse fundo, ele pode.”, explicou.
