Na última janela de transferências, no mês de agosto, a diretoria do São Paulo acertou a venda do jovem atacante Lucas Ferreira, de 19 anos, cria das categorias de base de Cotia. O jogador foi negociado com o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, por 10 milhões de euros (cerca de R$ 63 milhões na cotação da época).
O São Paulo tinha 80% dos direitos econômicos de Lucas Ferreira, ou seja, ficou com 8 milhões de euros (cerca de R$ 50,5 milhões) pela transação. Já os 20% restantes eram do Boavista-RJ, que recebeu 2 milhões de euros (algo em torno de R$ 12 milhões).
O curioso é que, pouco tempo antes, o presidente do São Paulo, Julio Casares, havia renovado o contrato de Lucas Ferreira até o dia 31 de dezembro de 2029. Com esse acordo, a multa rescisória do atacante para times do futebol do exterior subiu para 100 milhões de euros (R$ 627,7 milhões na cotação atual).
São Paulo negociou jovem promessa da base por valor questionável
Além disso, a multa rescisória de Lucas Ferreira para equipes brasileiras era de R$ 200 milhões. Ou seja, o valor da venda do atacante para o Shakhtar Donetsk acabou sendo baixo para a expectativa criada pela torcida tricolor. Julio Casares foi alvo de críticas por ter aceitado o acordo nessas condições.
Pelo São Paulo, Lucas Ferreira disputou 23 jogos como profissional, todos eles em 2025, com um gol marcado e uma assistência anotada. Desde que chegou ao Shakhtar Donetsk, o jovem atacante também tem um gol e uma assistência em 12 partidas.
