A partida entre São Paulo e Fortaleza desta quarta-feira (12), válida pelas quartas de final da Copa do Brasil Sub-20, precisou ser paralisada após um caso de injúria racial. Aos 26 minutos do primeiro tempo, Djhordney Ferreira, atleta do Tricolor Paulista, relatou ao árbitro que teria sido chamado de “macaco” por Rocco, atleta do Fortaleza.
Após o relato, a arbitragem acionou o protocolo antirracismo da FIFA, que determina a paralisação da partida. Minutos depois, o jogo foi retomado sem punição aos atletas. Já no intervalo, Rocco foi substituído no Fortaleza. De acordo com a repórter Marta Negreiros, do Sportv, os atletas do São Paulo alegaram que o jogador chileno teria dito “Cala a boca, seu macaco” para Ferreira.
A partir desse momento, discussões entre os atletas e as comissões técnicas tomaram conta do jogo. Após a partida, que finalizou em 2 a 0 para o São Paulo, o capitão e zagueiro do time vitorioso, Andrade, defendeu seu companheiro de equipe e exigiu medidas imediatas. “Não podemos mais admitir isso. Tem que sair daqui para a delegacia. A gente tem que ver o mais rápido possível. Não ouvi, mas meus amigos ouviram”, disse ao GE. O Fortaleza nega que seu atleta tenha proferido insultos racistas.
Confira a nota publicada pelo São Paulo
“O São Paulo Futebol Clube repudia, veementemente, o ato de racismo ocorrido contra o jogador Djhordney durante a partida contra o Fortaleza, nesta quarta-feira, pela Copa do Brasil Sub-20. Não há espaço para o racismo no futebol nem em qualquer outro lugar da sociedade. O clube oferecerá todo o suporte necessário ao atleta e tomará as medidas cabíveis diante desse repugnante episódio de discriminação.”
