Que o São Paulo possui uma das melhores categorias de base do país, o torcedor tricolor sabe. Mas, apesar de formar muitos jogadores, a gestão de Cotia nem sempre agrada ao torcedor. A atual gestão do presidente Julio Casares está lidando com protestos por parte da torcida graças a vendas precoces de jovens que poderiam ter vestido a camisa vermelha, preta e branca por mais tempo.
Mas, a prática não é exclusiva da diretoria atual. No início dos anos 2000 o clube se desfez de um jovem de Cotia que empolgava o torcedor: Kléber Gladiador. O atacante, que deixou o clube em 2004 para assinar com o Dínamo de Kiev, da Ucrânia, revelou em 2023 que sua saída não foi uma escolha pessoal, mas sim uma imposição da diretoria.
“Eu nunca saí de clube algum por dinheiro, mas já me arrependi de ter saído de clubes. Eu gostaria de ter jogado mais tempo no São Paulo, por exemplo, mas não foi uma opção minha, foi uma situação totalmente diferente”, disse ao Domingol com Benja.
Kléber subiu para o time profissional em 2003, com 20 anos. Pelo Tricolor, se destacou na disputa da Copa Sul-Americana do mesmo ano como o artilheiro da equipe, totalizando cinco gols. Após um ano, acabou sendo vendido ao Dínamo por 2,2 milhões de dólares (R$ 6 milhões na época) e, quando retornou ao Brasil quatro anos depois, vestiu a camisa do rival Palmeiras. Além do Alviverde, também defendeu o Grêmio, Vasco da Gama, Coritiba e Cruzeiro.
Filho de atacante jogou na base do São Paulo
Kléber reacendeu sua conexão com o São Paulo através de seu filho, Gabriel, que treinou em Cotia por três anos e também atuou como atacante. O jovem de 12 anos, inclusive, fez parte da campanha histórica que ergueu o troféu do Campeonato Paulista Sub-11 de maneira invicta em 2025. Gabriel deixou o clube nesta semana.
