Após conquistar elogios de Hernan Crespo com uma boa atuação contra o Sport, o futuro de Henrique Carmo voltou a ser assunto nos bastidores do São Paulo. O jovem jogador é uma das crias da categoria de base que vem chamando atenção do futebol estrangeiro.
Nesta janela de transferências, Carmo recebeu abordagens da Europa, mais especificamente do PSV, clube dos Países Baixos. A proposta da equipe era de um empréstimo por um ano junto a uma opção de compra.
No entanto, o São Paulo não possui interesse em negociar o jovem nesses termos. De acordo com o jornalista Alexsander Vieira, a diretoria tricolor só negociaria uma venda em definitivo. Caso uma proposta de compra à altura da expectativa do clube não chegue, Carmo permanecerá no elenco do Soberano.
A avaliação do clube para o passe do jogador é de cerca de 8 milhões de euros (R$ 51 milhões na cotação atual). O valor, inclusive, é inferior ao negócio fechado por Lucas Ferreira, outra joia de Cotia, para o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. O jovem se transferiu nesta janela de transferências por 10 milhões de euros (R$ 63,8 milhões na cotação atual).
Venda de jovens como Henrique Carmo faz parte de estratégia do São Paulo
A movimentação para vender jovens considerados promissores, como é o caso de Henrique Carmo, trata-se de uma estratégia por parte do clube para contornar as dificuldades financeiras dos últimos anos. De acordo com Carlos Belmonte, diretor de futebol do São Paulo, a diretoria precisa negociar seus ativos para fechar o ano em superávit.
“A gente só tem um jeito de conseguir ter superávit no final do ano, que é vendendo ativos. Não tem outro caminho que não seja a venda de ativos. Quanto a valores, é lei de mercado. Você tem que receber propostas e, a partir delas, analisar se vale a pena ou não fazer a venda.”, disse.
