O São Paulo frustrou seu torcedor durante o período de transferências de 2025 com a venda precoce de jovens que despontaram em Cotia. Além de transferir crias da base com pouco tempo de experiência pelo profissional, o clube ainda realizou tais negociações por valores considerados baixos. Henrique Carmo, por exemplo, deixou o clube rumo ao CSKA Moscou, da Rússia, por apenas 6 milhões de euros (R$ 37,7 milhões).
Mas, enquanto algumas joias deixaram o clube por uma “mixaria”, outras estão recebendo contratos com multas rescisórias elevadas, visando uma venda financeiramente vantajosa no futuro. Um exemplo disso é o meia Kauã Edmar, de apenas 16 anos, que assinou uma renovação contratual nesta segunda-feira (22) com o São Paulo.
O garoto de Cotia possui prestígio internamente, sendo visto como um jovem de grande potencial para o futuro. Por isso, o clube blindou o atleta do assédio de outras equipes estipulando a multa rescisória em 60 milhões de euros (cerca de R$ 378 milhões na cotação atual). Seu novo vínculo possui duração até setembro de 2028.
Multa pode não ser o suficiente para manter jovem no São Paulo
Mas, apesar da multa rescisória em teoria garantir a permanência do jogador ou sua venda por um valor elevado, na prática pode não ser assim. Isso porque no próprio caso de Henrique Carmo sua saída deixou um valor significativamente abaixo de sua cláusula de rescisão aos cofres do clube. Pelo contrato, a multa para venda ao exterior estipulava o pagamento de cerca de 65 milhões de euros (R$ 409 milhões).
