Rivais históricos, Palmeiras e São Paulo tiveram uma disputa interessante nos bastidores na década de 1990. O Tricolor Paulista negociou o lateral-direito Cafu com o Real Zaragoza, da Espanha, em 1995 e colocou uma cláusula contratual que impedia o jogador de voltar ao Brasil diretamente para um time paulista.
Depois de disputar apenas 17 jogos no Real Zaragoza recebeu o convite para voltar ao Brasil. Só que a cláusula imposta pelo São Paulo dizia que seria cobrada uma multa de 3,6 milhões de dólares para o caso do lateral se mudar para um outro clube de São Paulo.
Foi então que a Parmalat, histórica parceira do Palmeiras, entrou em cena. A empresa contratou Cafu para o Juventude, que também recebia investimentos da marca na época e era visto como um clube parceiro do Palmeiras em transações e outros acordos.
São Paulo e Palmeiras tiveram ‘briga’ nos bastidores
Cafu fez somente dois jogos pelo Juventude antes de se juntar ao Palmeiras, manobra que enfureceu aos dirigentes do São Paulo. O Tricolor acionou a Fifa pela quebra do contrato e exigiu que o Porco pagasse o valor da multa, para a revolta dos palmeirenses e da Parmalat.
No fim das contas, a Fifa exigiu que o Palmeiras pagasse uma multa no valor de 1 milhão de dólares ao São Paulo, montante que era três vezes menor do que o estabelecido no contrato original. Pelo time alviverde, Cafu fez história entre os anos de 1995 a 1997, até ser negociado com a Roma, da Itália.
