O São Paulo sofreu um grande revés na primeira partida que define a vaga para a semifinal da Copa Libertadores. A equipe de Hernán Crespo saiu de Quito, no Equador, com uma derrota por 2 a 0 para a LDU e agora precisará marcar dois gols ou mais e não sofrer nenhum se quiser seguir sonhando com o tetracampeonato.
Após a partida, o técnico argentino se recusou a encerrar essa briga pela vaga e garantiu que o São Paulo está vivo na disputa. Para Crespo, o placar final não refletiu a disputa em campo entre as duas equipes. Apesar disso, é hora da equipe focar no próximo duelo, marcado para a próxima quinta-feira (25), no MorumBIS.
“Tá claro que não merecíamos [a derrota por 2 a 0], foi injusto. Mas o que acho não é importante. O placar é esse, e temos que aceitar. Mas temos a tranquilidade por ter criado jogadas, tivemos chances de gol… mas não conseguimos converter. A gente sabe que, em um mata-mata, são jogos de 180 minutos. E os próximos minutos são no MorumBIS. Temos que acreditar”, disse Crespo na coletiva pós-jogo.
Crespo precisará encerrar ciclo longevo se quiser avançar na Libertadores
Além da desvantagem no placar, Hernán Crespo possui outro fator que gera desvantagem: o São Paulo não reverte uma desvantagem de dois gols na Libertadores há 32 anos. A última vez que o tricampeão foi capaz de realizar uma remontagem dessa magnitude ocorreu em 1993, contra o Newell’s Old Boys, da Argentina.
Na ocasião, o São Paulo perdeu a primeira partida por 2 a 0 na casa do adversário em Rosário, na Argentina. Já no jogo de volta, mostrou outro futebol e aplicou uma goleada de 4 a 0. Torcedores tricolores podem se lembrar bem de que o clube ergueu a taça mais cobiçada da América do Sul naquele ano, com Telê Santana à beira do gramado.
