O São Paulo não possui o apelido “Mais Querido” à toa. Com uma das maiores torcidas do país, o clube acumula títulos ao longo de sua história, desbancando rivais no estado. Entre eles, está o Santos, que perdeu um reforço dos sonhos para o Tricolor, mesmo oferecendo “rios” de dinheiro.
O jogador em questão trata-se de ninguém mais, ninguém menos que Cicinho, lateral histórico do São Paulo. Em entrevista ao Canal Goat recentemente, o ídolo tricolor revelou que possui uma relação próxima com outros clubes paulistas no início de carreira por conta da família. “Tenho um irmão santista. Meu pai faleceu com 83 anos e não viu o Palmeiras ser campeão mundial.”, disse.
Além dessa questão familiar com outros clubes, Cicinho foi assediado pelo mercado europeu e nacional antes de fechar sua ida ao São Paulo. Em 2003, quando estava de saída do Atlético Mineiro, o lateral recebeu sondagens de clubes da Rússia, que ofereciam salários melhores, e além disso também teve propostas mais vantajosas vindo de três times brasileiros: Santos, Goiás e São Caetano.
“Quando nós falamos ‘não’ para a Rússia eles tentaram aumentar a proposta, e nós falamos ‘não’ porque eu queria continuar no Brasil. Na sequência veio a proposta do Santos por R$ 70 mil reais (salário), veio a do São Caetano por R$ 80 mil e a do Goiás por R$ 120 mil. Só que nessa questão eu já tinha meio que apalavrado com o São Paulo por R$ 40 mil”, contou.
Como estava acertado com o clube, Cicinho optou por rejeitar as três ofertas, apesar delas envolverem salários maiores, para honrar o acordo. De acordo com ele, esse movimento se tornou o maior acerto de sua carreira. “Ali foi onde eu optei pelo São Paulo, e foi a melhor e maior escolha que eu já fiz. Eu realizei um sonho e conquistei essa realização com títulos”, finalizou.
Lateral marcou época no São Paulo
Em duas temporadas no São Paulo, Cicinho se tornou um ídolo da história recente do clube. Ao todo, realizou 126 partidas pela equipe, contribuindo com 20 gols e 38 assistências. As atuações o colocaram entre os principais responsáveis pelos títulos da Libertadores e do Mundial de Clubes. Após deixar o Tricolor, rumou para o Real Madrid para jogar ao lado de Zinedine Zidane, David Beckham, Ronaldo e Roberto Carlos.
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