A “novela” que se tornou a negociação entre o São Paulo e o Al Hilal, da Arábia Saudita, por Marcos Leonardo acabou com uma enorme frustração do lado tricolor. Já nas últimas horas do mercado de transferências, o clube saudita elevou suas exigências financeiras e acabou inviabilizando um acerto com o Soberano.
Apesar disso, engana-se quem pensa que o Al Hilal rejeitou a negociação por interesse em manter seu jogador no elenco. Pelo contrário, o clube busca uma saída para Marcos Leonardo ainda nessa janela, já que o período de negociações na Arábia Saudita se estende até essa quarta-feira (10). Sem propostas à altura de suas exigências vindas do exterior, o Al Hilal deve negociá-lo com outra equipe saudita.
De acordo com o jornal saudita Aawsat, a diretoria do clube está em negociações avançadas para fechar um acerto por empréstimo com o NEOM, clube que acaba de ser promovido para a primeira divisão do Campeonato Saudita. O vínculo deve se estender até meados do ano que vem, ou seja, até a Copa do Mundo.
Como está em um mercado com um nível futebolístico inferior ao europeu e sul-americano, as chances de Marcos Leonardo atrair os olhares de Carlo Ancelotti estão cada vez menores. Essa questão, inclusive, era uma das prioridades do centroavante quando escolheu pressionar o Al Hilal para fechar um empréstimo com o São Paulo.
Julio Casares explica por que São Paulo não fechou negócio por Marcos Leonardo
Em entrevista concedida à ESPN nessa terça-feira (9), o presidente do São Paulo, Julio Casares, deu explicações à torcida acerca do fracasso no negócio por Marcos Leonardo. Segundo o mandatário, fatores externos inviabilizaram o negócio para o Tricolor.
“Ele (Marcos Leonardo) deixou bem claro que queria jogar no São Paulo. Nós sabíamos da dificuldade de investimento, não tínhamos como entrar em uma aventura financeira. O grande problema foi o vazamento inadequado, em um momento em que a negociação ainda estava em curso. A partir disso, ficou quase impossível.”, disse.
