O São Paulo vive mais um ano de crise em sua história recente. Além de amargar mais uma temporada sem títulos, a diretoria do clube segue sendo alvo de críticas. Aliás, a insatisfação com as gestões é um sentimento que vem acompanhando o torcedor são-paulino nos últimos anos, já que o clube viveu crises que incluíram até renúncias ao cargo da presidência por corrupção.
O caso completa uma década em outubro deste ano. Na ocasião, Carlos Miguel Aidar deixou o cargo em meio a uma crise política considerada a pior da história do clube. Junto a ele, diversos outros dirigentes saíram do São Paulo. O então presidente foi denunciado por corrupção na contratação de Iago Maidana naquele ano.
Entenda o caso que levou a renúncia no São Paulo
A transferência do defensor ao São Paulo ficou sob suspeita devido a participação da empresa Itaquerão Soccer, responsável por colocá-lo no radar do Tricolor e conduzir o negócio com o Criciúma. A grande questão é que o atleta foi registrado como jogador do Monte Cristo, de Goiânia, por dois dias antes da compra em definitivo de 60% dos direitos econômicos ao São Paulo por R$ 2 milhões.
Após investigação, o Ministério Público de São Paulo identificou 14 depósitos em espécie nas contas de Aidar, que totalizaram R$ 70 mil. O valor seria uma parte dos R$ 2 milhões pagos pela transferência. Além disso, uma gravação feita pelo então vice-presidente do setor de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, mostrou Carlos Miguel Aidar confessando práticas de corrupção durante sua gestão no São Paulo.
