Esta terça-feira (2) foi movimentada no São Paulo. Além da mobilização para tentar negociar, sem sucesso, o empréstimo de Marcos Leonardo, o clube também esteve envolvido em outro negócio, este por um valor que pode chegar a R$ 250 milhões.
A diretoria do clube avançou na criação do fundo de investimentos (FIP) Galápagos Capital, que mira captar investidores para Cotia. O projeto arquitetado pelo clube já recebeu aprovação do Conselho de Administração do clube e agora precisa ter o ‘OK’ do Conselho Deliberativo para sair do papel.
O FIP com foco em Cotia promete o repasse de R$ 50 milhões aos cofres do clube, mais R$ 200 milhões às categorias de base. Além disso, o valor ainda pode subir para R$ 350 milhões. Mas afinal, como o São Paulo arrecadará esse dinheiro?
A partir da criação deste novo fundo, o Tricolor manterá controle de 70% das ações, enquanto a Galápagos Capital será dona dos demais 30%. O planejamento prevê que a empresa, que já é parceira do clube no Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC), repasse um total de R$ 150 milhões ao clube nos primeiros meses após a assinatura da documentação. O valor será dividido da seguinte forma:
- R$ 50 milhões direcionados para pagamento de dívidas, não podendo ser utilizado para outros fins;
- R$ 22 milhões para a captação de jogadores para Cotia;
- R$ 15 milhões investidos em infraestrutura e tecnologia do CT da base;
- R$ 63 milhões destinados para capital de giro.
Após o FIP completar um ano, o São Paulo receberá mais R$ 75 milhões, com uso exclusivo para Cotia, seja em contratações, reformas ou outros fins. Um ano depois desse pagamento, o Soberano terá direito a mais R$ 25 milhões, também com exclusividade para a base. Por fim, após cinco anos do acordo, o desempenho do São Paulo dentro da proposta do FIP será avaliado.
Entre as metas previstas está a reformulação da gestão em Cotia, o que inclui a criação de cargos que atualmente não existem. Dessa forma, o Tricolor precisará contratar um diretor de vendas e um chefe de recrutamento que atuem exclusivamente na base. Caso todas metas sejam cumpridas, o clube poderá receber entre R$ 50 ou R$ 100 milhões.
Jogadores de Cotia serão vendidos após o acordo do São Paulo?
O acordo entre a Galápagos Capital e o São Paulo prevê que 30% do lucro na venda de cada jogador da categoria de base seja repassado para a empresa. O Tricolor, portanto, mantém o restante do montante. A contabilização do lucro está estabelecida no contrato da seguinte forma:
Cada vez que o São Paulo vender um jogador da base que chegou ao clube após a criação do FIP o valor da venda será repassado inicialmente aos cofres do fundo. Em seguida, tudo que foi investido na formação do atleta (preço da compra, salários, bônus de contrato, etc) será contabilizado e descontado do valor total da venda. A quantia restante representa o lucro. Dessa forma, 30% desse montante ficará com a Galápagos e os demais 70% serão repassados aos cofres do São Paulo.
