O São Paulo vem conseguindo se reestruturar após um início de 2025 ruim nos gramados. Com a chegada de Hernán Crespo ao comando, a equipe deixou de se preocupar com a parte debaixo da tabela para mirar no G-4 do Brasileirão. Além disso, o clube alcançou a classificação para as quartas de final da Libertadores nesta terça-feira (19).
No entanto, fora do campo o São Paulo permanece em tensão devido a crise financeira que perdura há anos. Justamente por isso, a diretoria convocou um “reforço” para os cofres. Isto é, a realização de um novo empréstimo. O montante requisitado pelo São Paulo trata-se de R$ 50 milhões, que será emprestado pelo Banco Daycoval.
Para realizar o movimento, o clube convocou seu Conselho Deliberativo para abrir uma votação ampla, que durou de segunda-feira (18) a terça (19). De acordo com o jornal Gazeta Esportiva, o empréstimo foi aprovado com mais de 70% dos votos. Mais especificamente, 79,13% dos votantes se mostraram a favor, totalizando 171 votos, enquanto 19,07% votaram contra (41 votos).
Por que o empréstimo foi necessário para o São Paulo?
Como torcedores do São Paulo bem sabem, o clube vive com um endividamento que se aproximou de R$ 1 bilhão em 2024. Por consequência, o clube aprovou no ano passado a criação do FIDC (Fundo de Investimentos de Direitos Creditórios), um fundo liderado pela Galápagos Capital para captar recursos financeiros e quitar a dívida do Tricolor com bancos.
O FIDC tem como meta arrecadar R$ 240 milhões para realizar o pagamento de tais pendências que o clube possui com múltiplas instituições financeiras. Dessa forma, a realização de empréstimos trata-se de uma das medidas tomadas para quitar parcelas iminentes.
