Depois de uma verdadeira ‘novela’ na negociação, o São Paulo contratou o lateral-esquerdo Wendell em fevereiro deste ano. O atleta pertencia ao Porto e já havia firmado um pré-contrato com o Tricolor. Apesar da expectativa, o começo no Morumbi não saiu conforme o esperado.
“Dentro de casa a cobrança é muito forte também. Isso não nos deixa acomodar. E foi isso que procurei fazer. Não me acomodar. Procurei trabalhar caladinho, com humildade, como todos os companheiros”, disse Wendell, ao Globo Esporte.
Depois de mais de uma década atuando na Europa (Bayer Leverkusen e Porto), o brasileiro retornou ao país natal. Mesmo assim, seu desempenho no São Paulo não saiu como o esperado, e Enzo Díaz ganhou a “briga” pela titularidade no primeiro momento.
Mesmo assim, aguardou sua oportunidade chegar. No último sábado (19), foi escalado de última hora para enfrentar o Corinthians. O argentino havia passado mal durante o aquecimento, e o brasileiro retribuiu em campo e até deu uma essência para o segundo gol de Luciano.
“Eu fiquei sabendo no aquecimento (que entraria). Quando comecei a aquecer, no meio do aquecimento o preparador me chamou porque o Enzo estava se sentindo mal. O Crespo me pediu para fazer o que treinamos, porque ele treina todo mundo para estar preparado para o jogo.Deu tudo certo. Não só eu, mas toda a equipe, os torcedores também nos apoiaram os 90 minutos. Agora é uma virada de chave e espero que o São Paulo trilhe um caminho de vitórias”, prosseguiu.
Hobby curioso
Além do futebol em si, Wendell revelou que possui outro esporte o qual pratica e é apaixonado. Ainda na mesma entrevista, o lateral contou que pratica o boxe há cerca de quatro anos para diminuir a tensão.
“Sempre gostei de assistir MMA, boxe, gosto muito de muay thai, de ver lutas. É uma coisa que me acalma, que me mantém tranquilo, que me mantém concentrado, focado. Na luta, você tem que estar sempre ligado nas suas ações, no seu adversário, em tudo. Às vezes a gente não vai bem num treino, aí chega na academia, dá uns socos e acalma, tirar aquela carga pesada. Como posso te falar? É uma terapia. Muitas pessoas fazem algumas coisas como ler, ir num cinema, jogar um tênis, um futevôlei”, concluiu.
