O goleiro Carlos Miguel, cria do Corinthians que deixou o clube de maneira polêmica, movimentou novamente os noticiários brasileiros nesta janela de transferências. Ignorando o clube que o formou, o arqueiro deixou o Nottingham Forest, da Inglaterra, para assinar com o arquirrival, Palmeiras.
Curiosamente, a transferência não se trata da única movimentação polêmica no futebol paulista. Isso porque, nos anos 90, o São Paulo também assinou com um jogador chamado Carlos Miguel, que atuava como meia-atacante.
O meio-campista construiu uma carreira digna de idolatria no Grêmio, equipe que o formou e onde atuou em 327 jogos, anotando 52 gols na conquista de oito títulos. Entre as taças erguidas, está uma Copa Libertadores, em 1995. A era vitoriosa do clube gaúcho ficou marcada pela conquista de praticamente todos os títulos possíveis.
Apesar do status de ídolo e das taças com a equipe, Carlos Miguel optou por trocar o Grêmio pelo Sporting, de Portugal. Mas, por lá, não conseguiu conquistar o espaço que esperava e, por consequência, escolheu retornar ao Brasil e jogar por outro tricolor: o São Paulo. O meia-atacante assinou com o clube em 1998 e, logo na primeira competição disputada, já se consagrou campeão com a taça do Paulistão daquele ano.
Carlos Miguel ganhou chances na Seleção Brasileira
Após um ano sem títulos, o Clube da Fé conquistou novamente o Paulista e também a Taça Rio-São Paulo em 2000. Em 2001, Carlos Miguel chegou a ganhar oportunidade na Seleção Brasileira, disputando cinco partidas na Copa das Confederações daquele ano. Ao todo, esteve em campo em 187 partidas pelo São Paulo.
Ao deixar o MorumBIS, o jogador manchou sua imagem com a torcida do Grêmio ao retornar a Porto Alegre para defender o Internacional. No entanto, sua passagem pelo rival durou pouco, e logo em seguida retornou ao Tricolor Gaúcho. Após um período no clube que o formou, Carlos Miguel encaminhou o fim de sua carreira assinando pelo último time que defendeu, o Corinthians de Alagoas.
